Dilma Rousseff fala sobre temas polêmicos

E-mail Imprimir PDF A- A+

Na recém-divulgada Carta aberta ao povo de Deus, Dilma Rousseff defende a tese de que cabe ao Congresso "a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis e outros temas relevantes, tanto para as minorias
como para toda sociedade brasileira".


No debate Folha/UOL (18/08/2010), o primeiro debate entre presidenciáveis transmido pela internet, uma internauta perguntou a Dilma Rousseff se ela era a favor do aborto, afirmando que a primeira versão de seu programa de governo entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) era "favorável" à prática.

Aborto

"Eu pessoalmente não sou a favor do aborto. Não acredito que tenha uma mulher que seja favorável ao aborto. São situações a que mulheres recorrem no desespero. É uma questão de saúde pública", disse Dilma, ressaltando ser a favor do procedimento nos casos estabelecidos por lei - estupro e risco de morte para a mulher. Para a candidata, é preciso haver um "equilíbrio" entre as legislações que estão em vigor sobre o aborto e sobre os direitos da mulher. Nos casos de conflito, cabe à Justiça arbitrar cada caso. "A lei é clara e deve ser cumprida."
 


 

Cotas para negros em universidades

Em visita à Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, criticou o DEM, que apoia o concorrente do PSDB, José Serra, por ter recorrido ao Supremo Tribunal Federal contra a política de cotas para negros nas universidades. Dilma declarou-se totalmente favorável à reserva de vagas para estudantes negros e também para pobres.

“O partido que compõe a coligação que sempre fez oosição a nós e tem candidatura alternativa à minha, o DEM, entrou no Supremo Tribunal Federal. A alegação é que estávamos nivelando a educação por baixo ao abrirmos vagas para a população mais pobre”, disse. “Aconteceu o oposto. Os jovens se superaram e tiveram extraordinário desempenho”. (Jornal da Tarde - 07/08/2010)


Descriminalizção do aborto

Após enfrentar manifestações de protesto de evangélicos, que empunhavam faixas que diziam "Apoiar Dilma é negar a Bíblia", em seu discurso na sede da Convenção Nacional das Assembléias de Deus, em Brasília, a candidata Dilma Rousseff declarou-se a favor da vida.

"Sou a favor da vida em todas as suas dimensões e todos os seus sentidos. Sou a favor da preservação da vida."


Segundo nota publicada na coluna Panorama Político de O Globo (24/07/2010), a candidata à Presidência Dilma Rousseff comprometeu-se com os evangélicos que, se for eleita, não irá propor a legalização do aborto, das drogas, da prostituição e da união civil das pessoas do mesmo sexo, afirmando que irá deixar esses assuntos a cargo do Congresso.


Ao ser entrevistada no Programa 3 a 1, da TV Brasil (21/07/2010), a candidata à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, disse que considera o aborto um problema de saúde pública. “Nenhuma mulher quer fazer aborto. Elas estão fazendo por uma medida que as pessoas não gostariam, porque é uma violência ao corpo da mulher”, afirmou a candidata, que lembrou que mulheres das classes mais baixas recorrem, muitas vezes, a métodos perigosos.

Na ocasião, a candidata afirmou também ser favorável à união civil de pessoas do mesmo sexo. Para ela, o Brasil “marcha nesse sentido porque o Judiciário vem reconhecendo isso”.


Em entrevista no programa Roda Viva, transmitido pela internet e pela TV Cultura em 28/06/2010, a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) declarou: 

Aborto
"Sempre digo uma coisa: não acredito que tenha uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são favoráveis ao aborto. É uma coisa esquisitíssima, absurda supor que uma mulher seja a favor do aborto."

"Temos uma legislação no Brasil sobre essa questão e sou a favor de mantê-la. O que acho é que mulheres enquadradas naquela situação têm direito de fazer na rede pública, e se tem de tornar isso acessível. Senão fica a seguinte situação: mulheres ricas têm acesso a clínicas, mulheres pobres usam a agulha de tricô."

União civil de homossexuais
"Sou a favor da união civil. Acho que a questão do casamento é religiosa. Eu, como indivíduo, jamais me posicionaria sobre o que uma religião deve ou não fazer. Temos que respeitar."

"Direitos civis básicos, direito à herança e a receber a aposentadoria do parceiro, são direitos civis e devem ser reconhecidos de forma civil."


Durante participação no programa Painel RBS, da emissora TVCOM (RS), em 12/05/2010, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) declarou que o aborto é uma "violência contra a mulher". Não se trata também de uma "questão de foro íntimo", mas sim uma "política de saúde pública". 

Aborto
"Nesses casos que incluem gravidez com risco de vida ou violência não é possível que as mulheres das classes populares usem métodos medievais [para abortar]."

"Um governo não tem de ser contra ou a favor do aborto; ele tem de ser a favor de uma política pública".


Em entrevista à RBS, em 08/05/2010, a ex-ministra Dilma Rousseff falou sobre:

Aborto
"O aborto é algo que eu acredito que é uma política de saúde pública. Então, você tem legislação que prevê caso de aborto. Agora, um governo não tem que ser a favor ou contra o aborto. Um governo tem que ser a favor de uma política pública."