PCSVDFMulher – Violência doméstica, violência na gravidez e transmissão a novas gerações (UFC/IMP, 2016)

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Sobre violência doméstica

– Uma em cada 5 mulheres teve contato com algum tipo de violência doméstica na infância ou na adolescência: 23% afirmaram ter lembranças da mãe sendo agredida e 13% sabem que a mãe do parceiro também sofreu algum tipo de agressão.

– Há uma incidência 10 vezes maior de violência na gestação em mulheres com menor grau de instrução.

– Mulheres negras representam 77,4% das mulheres que sofreram agressão durante a gravidez.

– Uma em cada 4 entrevistadas negras afirmou lembrar-se de episódios de violência contra a mãe; já entre as brancas, 1 em cada 5 afirmou haver presenciado.

– As mulheres com menor renda são as que mais estiveram expostas à violência doméstica na infância; à medida que a faixa de renda aumenta, diminui essa probabilidade.

Sobre a pesquisa

Realizada pelo Programa de Pós-Graduação em Economia (CAEN) da Universidade Federal do Ceará em parceria com o Instituto Maria da Penha (IMP), a Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (PCSVDFMulher) apresenta um panorama da violência de gênero no Nordeste brasileiro. A PCSVDFMulher conta também com a parceria do Institute for Advanced Study in Toulouse e teve apoio financeiro da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República.

A  PCSVDFMulher está sendo divulgada em ondas, sendo que este é o Relatório Executivo III – Primeira Onda (2016) – Violência doméstica, violência na gravidez e transmissão a novas gerações. Para este relatório, que aborda a violência na gestação, a pesquisa analisou as mulheres entrevistadas que relataram ao menos uma experiência de gravidez ao longo da vida; assim, a amostra para essa análise foi composta pelas 4.056 mulheres que responderam sobre sua experiência de violência durante a gravidez.

Metodologia – A PCSVDFMulher entrevistou 10 mil mulheres nas nove capitais nordestinas, entre março e julho de 2016. Elas foram entrevistadas por cerca de 250 mulheres que foram capacitadas com aulas sobre questões de gênero, étnico-raciais e ética. Representativa das mulheres com idades entre 16 e 49 anos e moradoras dessas, a pesquisa tem como unidade amostral a mulher residente no domicílio selecionado para a pesquisa. Cada família é entrevistada em duas rodadas, em um processo em que será observado como se apresentam as atitudes de violência contra a mulher nesses grupos familiares.

Saiba mais: Perpetuação da violência doméstica entre gerações; dados são divulgados pela ONU (UFC, 21/11/2017)

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