Dossiê sobre lesbocídio no Brasil (2014-2017, Peres, Milena Cristina Carneiro et al)

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Sobre lesbocídio, o assassinato  de mulheres lésbicas

A pesquisa aponta que 54 mulheres lésbicas foram mortas em 2017, o que representa um aumento de 237% em relação ao primeiro ano da série, iniciada em 2014. Apesar desse crescimento, o Dossiê ressalta que os casos noticiados de assassinatos de lésbicas ainda estão distantes da realidade, o que revela a insuficiência de dados oficiais e de políticas públicas para (re)conhecer e prevenir a violência contra mulheres lésbicas.

O levantamento traz ainda gráficos dos casos a partir de diversos recortes, como idade, raça/etnia, local de morte, método de execução, dados estaduais, entre outros. A partir dos casos que foram possíveis conhecer, o Dossiê identifica oito tipos de lesbocídios que vêm ocorrendo no Brasil.

Sobre a pesquisa

Lançado em março de 2018, o Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil traz dados e análises sobre casos de assassinato e suicídio que aconteceram entre 2014 e 2017. Os dados foram coletados retroativamente em 2017 a partir do “monitoramento de  redes sociais, sites, jornais eletrônicos e outros meios de comunicação que fossem expressões de notícias criminais nacionais, regionais e locais, buscando a identificação dos casos de lésbicas assassinadas ou suicidadas”.

O Dossiê é de autoria de Milena Cristina Carneiro Peres, Suane Felippe Soares e Maria Clara Dias e a publicação é fruto do trabalho do Grupo de Pesquisa Lesbocídio – As histórias que ninguém conta, uma iniciativa do Núcleo de Inclusão Social – NIS (UERJ) e do Nós: dissidências feministas. Além da publicação, os resultados foram divulgados em um blog (saiba mais) e em redes sociais.

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